opinião | Para Lá da Kapa
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terça-feira, 25 de junho de 2019

Godzilla 2 — O Rei dos Monstros | Análise do filme


Godzilla 2
Título: Godzilla 2: O Rei dos Monstros (King of The Monsters)
Realizador: Michael Dougherty
Argumentista: Max Borenstein & Zach Shields & Michael Dougherty
Estreia: 30 de maio de 2019
Idade que Recomendo: +10 (maturidade da ficção)
Género: Drama & Thriller & Ficção Científica & Ação
Duração: 132 minutos

Se, por um lado, Godzilla II encanta os seus fãs com os novos monstros que apresenta, por outro lado, peca pela falta de coesão do guião. É, de grosso modo, um filme pobre.


De facto, Godzilla II: O Rei dos Monstros é o filme ideal se procuras um mundo dominado por monstros, de guerrilhas e de devastação. Os efeitos especiais estão suficientemente bem desenvolvidos para cativar, e a história é o suficiente para conseguir apreciar a disputa entre o Godzilla e os outros titãs/kaiju (ainda que careça de informações pertinentes, como de “onde” veio o monstro alienígena, ou como é que a sua força e poderes são tão igualáveis e equiparáveis ao dos de Godzilla, sendo este da Terra).

O Rei dos Monstros
O oponente lendário e extraterrestre de Godzilla

Não obstante o referido, a maior fragilidade do filme é o guião referente aos humanos, que carece de coerência e de autenticidade. Não só se pode predizer no início o percurso e o evoluir trivial das personagens, como também as suas mortes e sacrifícios são mecânicos e pouco significativos (excetuando, talvez, a personagem Dr. Ishiro Serizawa, que, ainda que não acrescente nada ao Godzilla original, mantém a sua essência).

Por outras palavras, esperava-se mais do que um pai que faz tudo para salvar a filha e de uma mãe que erra por ser ‘uma vilã pouco convincente’ para acompanhar o Godzilla. A própria mensagem que tentam transmitir — a de a Terra estar a sofrer de sobre-população, poluição e extinção em massa — parece desnuda e é apresentada como suficiente para fazer brilhar o filme. Infelizmente, este conceito já foi abordado centenas de vezes e não consolida minimamente o guião. Além disso, diversos pormenores, desde os cientistas até ao referido “comércio de órgãos de monstros” parece referenciar a “Batalha do Pacífico”, habilitando-se a ser acusado de plágio. Não digo que sejam pormenores dispensáveis ou banais, mas antes que devem ser contextualizados de forma a não coincidir com mundos previamente estreados.

Godzilla
O lazer radioativo destrutivo de Godzilla

Em relação ao elenco, não tenho nada nem ninguém a salientar. Foi somente satisfatório, provavelmente consequência do guião infeliz.

Em contrapartida, os cenários e o nascimento/despertar dos monstros são apreciáveis, restando o próximo filme, "Godzilla VS Kong" (2020), para definir se Godzilla está, de facto, sob as mãos de guionistas pouco habilidosos.

Sinopse | CONHECE O FILME EMOTIVO DO MOMENTO

A agência cripto-zoológica Monarch é colocada diante de um novo grupo de monstros onde o poderoso Godzilla colide com Mothra, Rodan, e a sua derradeira némesis, o monstro de três cabeças, King Ghidorah.

Quando estas antigas super-espécies, que se pensava serem meros mitos, surgem à face da Terra para uma devastadora luta pela supremacia, é a existência da humanidade que fica presa por um fio e tragicamente ligada ao destino de um destes gigantes.

Trailer | EMOCIONA-TE COM UM ATO DE FÉ




Avalio — 64 em 100

  • Originalidade (clichês...):
    • Conceitos originais (até 0,25) — 0,15
    • Aproveitamento dos conceitos originais (0,25) — 0,05 (nunca superior à alínea anterior)
  • Porque sim (o que penso que merece, até 0,5) — 0,30
  • Cenários (até 0,25) — 0,25
  • Elenco:
    • Genuinidade/Naturalidade/Destreza (até 0,50) — 0,25
    • Empatia (até 0,25) — 0,10
    • Inédito/Impacto (0,25) — 0,10
  • Técnica (duração & outras qualidades, até 0,25) — 0,20
  • Guião:
    • Coesão/Lógica (até 0,5) — 0,25
    • Fresco/Acrescenta (até 0,25) — 0,05
    • Cativante (até 0,25) — 0,15
  • Efeitos, adereços... (até 0,25) — 0,20
  • Banda sonora (até 0,25) — 0,20
  • Fiel ao tema (até 0,25) — 0,25
  • É um filme:
    • Consegue ver-se (0 ou 0,25) — 0,25
    • É mesmo um filme (0 ou 0,25) — 0,25 (dependente da alínea anterior)
  • Exigência (filme de grande produtora, expectativas iniciais..., até 0,25) — 0,20

TOTAL — 3,20 em 5,00 = 64%

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domingo, 21 de outubro de 2018

Venom | Análise do filme Marvel


venom 2018
Título: Venom
Realizadores: Ruben Fleischer
Estreia: 04 de outubro de 2018
Idade que Recomendamos: +10
Género: Ação, Drama, Scifi
Duração: 112 minutos

"Venom" não parece um filme Marvel. Com uma gravidade bem-humorada, apresenta um guião eletrizante e um conjunto credível de sensações. Entramos como espectadores, saímos como cúmplices. 


Na minha perspetiva, os filmes Marvel têm estado numa espiral de decadência (caso queiras saber mais ou desmentir-me, carrega aqui 😉). Tanto que, quando chegou a vez de "Venom", estava já num estado de profundo ceticismo. O filme surpreendeu, não só por evitar o dramatismo exagerado dos últimos blockbusters da Marvel, mas também pelo humor digno e contrário às comédias disparatadas (como o "Homem-Formiga e a Vespa" e "Deadpool 2"). 

A primeira meia-hora de "Venom" esteve aquém do resto do filme. Embora tenha sido necessário para contextualizar o nosso protagonista, acredito que ainda podia ser aprimorado. Depois desta parte, entramos numa viajem de auto-descoberta espantosa e eletrizante. É sabido que esta longa-metragem é apenas o começo de Venom, a apresentação formal do anti-herói, digamos. Todavia, em vez de apresentarem a personagem com uma forte componente visual, como foi o caso de "Pantera Negra", os cineastas optaram por uma vertente mais sensacionalista, e acertaram em cheio. 

"Venom" tem uma notável componente sensitiva. A meio do filme, encontrei-me a sentir inveja da personagem. Isto é comum? Não. 

Venom | Análise do filme Marvel
Eddie Brock e o Simbionte (Venom)

Certamente, não basta um guião recheado de sensações. Para atingir o público, a história tem de ser minimamente credível e, se possível, realista. Ora, em oposição à maioria dos filmes Marvel dos últimos anos, "Venom" apresenta um mundo similar ao nosso, e o que fantasia é regido da bem-vinda ficção científica.

Em relação ao elenco, temos Tom Hardy como Eddie Brock/Venom, Riz Ahmed como o vilão-visionário Carlton Drake e Michelle Williams como a adorada Anne Weying. Enquanto os nossos heróis Eddie e Anna assentam como uma luva na história, o vilão Carlton pareceu-me mecanizado, como se tivesse de ser o vilão porque... bem, porque sim. Ainda refiro a atriz Jenny Slate, que representou fielmente a mente científica — Qual é o limite da ciência?

Venom, Crítica de cinema

Finalmente, falemos da componente visual de "Venom". Os efeitos e adereços cénicos são aceitáveis. Não são nada de outro mundo, mas acompanham a tenacidade do guião.

"Venom" destaca-se pela forma como interage com o público. Tenta ser mais do que uma história da carochinha, e consegue-o.


P.S. — Para variar, contrariei a crítica americana, como podes ver pelo IMDb. Concordas com que perspetiva?

Sinopse | CONHECE O FILME MARVEL DO MOMENTO

Um dos mais complexos e enigmáticos anti-heróis da Marvel chega ao grande ecrãs com Tom Hardy no papel do letal protetor reconhecido como... Venom.

No seguimento de um escândalo, o jornalista de investigação Eddie Brock tenta descobrir o que se passa na misteriosa Life Foundation, mas acaba por se tornar hospedeiro involuntário de um alienígena simbionte, conferindo-lhes super-poderes e um alter ego violento.

Trailer | APRESENTA-TE AO VENOM


Avaliamos — 4,2/5,0 estrelas

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Mistério da Casa do Relógio | Análise do filme


O Mistério da Casa do Relógio | Análise do filme
Título: O Mistério da Casa do Relógio (The House with a Clock in Its Walls)
Realizadores: Eli Roth
Estreia: 20 de setembro de 2018
Idade que Recomendamos: +10
Género: Aventura, Drama e Fantasia
Duração: 104 minutos

"O Mistério da Casa do Relógio" é globalmente satisfatório. Tem um guião simples, um elenco pequeno, adereços cénicos básicos e uma pitada de magia.


Quem viu o trailer, ouviu falar ou leu alguma crítica (como esta 😉) sobre "O Mistério da Casa do Relógio) deve suspeitar de que não estamos a falar de um conto maravilhoso. Honestamente, ver este filme é uma das muitas maneiras decentes de se perder tempo.

"O Mistério da Casa do Relógio" é dos títulos com menor orçamento dentro do género de fantasia, como "Nárnia", "Harry Potter" e "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los". Quase logicamente, o filme não chega aos calcanhares de nenhum destes títulos.

O Mistério da Casa do Relógio Crítica

O elenco mal tem uma dúzia de membros, e os protagonistas restringem-se às três personagens da imagem abaixo (o que podia não ser um defeito, neste caso é). São alegres, fora do normal, mas com um passado corriqueiro e pouco explicado. Os atores representaram como esperado, sem nenhum destaque digno de mencionar.

A bruxaria e o ambiente soturno vivido dentro da 'Casa do Relógio' podem ser considerados uma compilação de títulos anteriores, desde "A Casa Fantasma" até à fantasia de "Monstros Fantásticos". A história em si tem um mistério parco, e a ação é escassa. 
Os adereços cénicos — incluindo umas apetitosas bolachas de nozes — são a sua maior faculdade. É, talvez, a única característica do filme que pode ser considerada mágica.

O Mistério da Casa do Relógio | Análise do filme

Por tudo o que referi, fiquei com a ideia de que "O Mistério da Casa do Relógio" podia ser uma paródia de "Monstros Fantásticos", típico dos blockbusters. A única objeção contra esta conclusão são as personagens que, embora triviais, são demasiado sóbrias para o efeito. Ironicamente, foi como se tentassem ser levadas a sério, mas temessem já estar derrotadas.

Ao contrário de "Harry Potter", este é um filme exclusivo a crianças. Infelizmente, temo que não capte a atenção das mais pequenas (é sombrio, maduro e em inglês), nem das mais velhas (por ser "mais um" do género).

"O Mistério da Casa do Relógio" enquadra-se numa sessão caseira de cinema, quando não temos mais nada para ver com os pequenos.


Sinopse | ENTRA NO MISTÉRIO MÁGICO

A aventura mágica conta a arrepiante história de Lewis (Owen Vaccaro) que aos 10 anos se muda para a assustadora casa do tio (Jack Black) que oculta um misterioso relógio no seu interior. A nova cidade é bastante pacata, mas isso muda quando Lewis acidentalmente acorda os mortos e a cidade é invadida por um mundo secreto de bruxas e feiticeiros.

Trailer | O MISTÉRIO DA CASA DO RELÓGIO


Avaliamos — 2,6/5,0 estrelas

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terça-feira, 1 de maio de 2018

Vingadores: Guerra do Infinito | Crítica


Vingadores: Guerra do Infinito
Título: Vingadores: Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War)
Realizador: Joe Russo, Anthony Russo
Estreia: 25 de abril de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +8 anos (complexo)
Género: Marvel

Ao contrário do que os mídia revelam, "Vingadores: Guerra do Infinito" não me surpreendeu. O elenco e efeitos cénicos são bons, mas não definem o filme.


Conheço satisfatoriamente bem o universo Marvel e sinto que o guião ficou aquém do nome e das expectativas. As demandas Marvel caracterizam-se por aventuras regidas de lógica, onde coexistem a bravura, o sacrifício pelo povo e a moral. Ora, neste terceiro volume dos Vingadores temos cenas claramente forçadas, falsas e incoerentes, que parecem alimentar a vontade desmedida de uma sequela. A seguir, eu explico-te o ponto de vista (com spoilers).

Primeiro, temos as personalidades múltiplas de Thanos. Inicialmente, ele extermina toda a população de Asgard, que estava desarmada e rendido. Parece tê-lo feito sem compaixão, réstia de reflexão ou moral. No entanto, mais tarde, são muitas as vezes em que ele refere querer salvar todas as espécies da galáxia, sacrificando apenas metade delas para o efeito. Então, o que é feito da metade de Asgard (segundo alguns, ainda haverá uma segunda nave no filme seguinte)? Bem, até podemos pensar que, como os asgardianos são deuses e deusas guerreiros, são uma ameaça... Mas não! Quando chega a parte em que Thanos está prestes a matar o Iron Man, ele parece dominado por um oceano de moral, enaltecendo exacerbadamente o herói. Ora, os asgardianos também são heróis do universo Marvel, então, porquê matá-los como vermes e, na vez do Iron Man, que teoricamente Thanos nunca conheceu, mergulhar-se em decência?

Continuando, chegamos à parte que comprometeu todo o brio que o guião podia deter. Thanos está imobilizado pela Mantis (a alienígena dos Guardiões da Galáxia) e pelo Doctor Strange, enquanto o Iron Man e Homem-Aranha lhe retiram a luva. Eles vão ser bem-sucedidos, até o pobre vilão confessar ter morto a filha, Gamora. Nesse momento, o Senhor das Estrelas descobre que a sua amada está morta e sente uma vontade sobre-humana de esmurrar Thanos no rosto. Todos os heróis à sua volta dizem com uma boa antecedência para ele se conter, e a Nebula, a irmã de Gamora (aquela robô poderosa, fria e fortíssima) está mesmo ao lado dele. Todavia, ele não se consegue conter, e a robô perspicaz não se lembra de o impedir... e é assim que Thanos foge para continuar a saga.   

A vontade de estender a duração do filme não fica por aqui. Depois de Thanos conseguir a pedra do tempo, ele encaminha-se para a Terra, sendo o Vision o alvo seguinte da sua obsessão. Bem, neste momento os nossos heróis sacrificam Wakanda para tentar a possibilidade de salvar Vision enquanto destroem a pedra da sabedoria. Mesmo sendo mais que óbvio que Thanos andará para trás no tempo para a recuperar, não compreendo como é que um herói passou a valer mais que um inocente, e até do que um país. Se refletirmos, Wakanda não entraria no conflito se não fosse a esperança desmedida de salvar Vision.

Finalmente, reparamos na luta inicial do Vision e da Scarlet Witch contra dois dos capangas de Thanos. Por vezes, fica bem na banda desenhada o vilão fugir para uma bem-vinda sequela. Porém, é necessária cautela quando passamos a ideia para filme. A Viúva Negra e o Capitão América conseguem encurralar os vilões, mas, em vez de os eliminarem (como aconteceria no mundo real), ou de reagirem de alguma outra forma, ficam parados à espera de que os vilões derrotados fujam. Mesmo na sua fuga, os nossos heróis ficam a vê-los subir até à nave espacial como se nada fosse.

Considerando que as pedras do infinito foram criadas com o início do Universo, também seria de esperar que elas superassem o martelo estelar de Thor, que não é o caso. Penso que não conseguiram fazer a distinção entre o poder de "um sistema estelar" e a dimensão do próprio Universo.

Para além do que foi referido, temos um exagero de clichés e trivialidades. Não penso que "Vingadores: Guerra do Infinito" seja um desastre. Afirmo, sim, que está longe de ser um filme 5*, ou o melhor do universo Marvel. Há filmes onde não podemos apontar um dedo, e este não é um deles.

Vingadores: Guerra do Infinito

Sinopse | VINGADORES: GUERRA DO INFINITO

A viagem cinematográfica sem precedentes que se iniciou há dez anos e abrange todo o Universo Cinematográfico Marvel culmina em "Vingadores: Guerra do Infinito", o mortífero e decisivo confronto.

Os Vingadores e os seus aliados terão de estar dispostos a sacrificar tudo na tentativa de derrotar o poderoso Thanos, antes que a sua tempestade de destruição e ruína ponha fim ao universo.

Trailer | CONHECE A AMEAÇA DOS VINGADORES



Avaliamos — 3,8/5 estrelas

Vingadores: Guerra do Infinito


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A Maldição da Casa Winchester

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Verdade ou Consequência? | Crítica ao terror


Título: Verdade ou Consequência? (Truth or Dare?)
Realizador: Jeff Wadlow
Estreia: 19 de abril de 2018 (hoje!)
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +12 (aterroriza os pequenos)
Género: 30% terror, 30% horror, 30% Drama 10% suspense

Verdade ou Consequência? é um filme com trailer de arrasar, mas cheio de spoilers. Temos terror, muito horror e algum suspense. Afinal, isto é mais que um jogo.


Verdade ou Consequência? tem material capaz para ser bom, ou muito mau. Veio com a promessa de assustar e de nos levar a pensar em "e se fôssemos nós?". Acredito que o conseguiu.

Como a maioria dos filmes, tem alguns clichés e percalços, mas nada em exagero. As caras feias e desfiguradas são uma constante que te pode fazer saltar da cadeira e agarrar o casaco contra o peito com força. Temia que o terror e o horror se dissipassem na sala cheia da antestreia (como desastrosamente aconteceu com The Strangers). Felizmente, houve que chegue para as senhoras ao meu lado taparem a cara com a carteira, o rapaz à minha frente saltar e uma das minhas colegas gritar de susto. 

Filme Verdade ou Consequência?

Verdade ou Consequência? foi altamente criticado pelos americanos (daí o IMDb de 4,4). Não sei onde foram buscar os argumentos. O elenco não é fantástico, mas a história tem uma boa consistência para o tema, e o final carrega a sua 'piada'. 

Recomendo que não vejas o trailer, pois contém a maioria das cenas em que deves fechar os olhos (para depois não te sentires tentado, hehehe). O filme foge à regra, justificando a origem de tudo. A resposta é tão simples... e, no entanto, impossível! Tem a sua graça tentar adivinhar quais podem ser as verdades ou consequências colocadas às personagens, como é que elas vão reagir e, mais, quando é que elas vão perceber que não é uma brincadeira.

O final é uma das maiores faculdades deste filme. Embora ligeiramente previsível, expõe como todos somos capazes dos maiores crimes se a situação o exigir. Neste caso, é um crime comparável a uma bomba nuclear... Imaginas qual?

Verdade ou Consequência? revela-se uma aquisição agradável ao mundo do terror e horror. Com efeitos, encenações e história sensivelmente simples, é digno do grande ecrã.


Sinopse | VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?

Um inofensivo jogo de "Verdade ou Consequência" entre amigos torna-se mortífero quando alguém, ou algo, começa a punir os que mentem, ou se recusam a aceitar as consequências.

Trailer | CONHECE A FACE DESFIGURADA DE VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?

AVISO! — Trailer repleto de spoilers.

Avaliamos — 3,9/5 estrelas

crítica, verdade ou consequencia?, terror~

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Rampage: Fora de Controlo

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Rampage: Fora de Controlo | Opinião do filme

Rampage: Fora de Controlo
Título: Rampage – Fora de Controlo
Realizador: Brad Peyton
Estreia: 12 de abril de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: 50% aventura, 30% ação, 20% Drama

Rampage é daqueles filmes em que sabes tudo o que vai acontecer e queres ver e devorar até ao fim. O filme tem algumas falhas óbvias, mas passíveis.


Um bocadinha mais scifi que o normal, Dwayne Johnson (The Rock) presenteia-nos com um filme típico seu: o herói é desprezado, o mal cresce, ele leva um tiro e ainda vive para celebrar a vitória. Basicamente qualquer pessoa que tenha visto meia dezena de filmes seus conhece esta regra. Ora, tendo este pequeno defeito, não podemos desvalorizar o resto. Os animais, embora gigantes e grotescos, estão bem concebidos (tão bem que quase cheguei a esquecer-me que não são reais). O elenco tem a sua graça, um pouco para a brincadeira como o próprio estilo do The Rock. A boa disposição das personagens é contagiosa, quer dos nossos heróis, como dos irmãos vilões.

Opinião de Rampage

Seria cegues minha se não expusesse a pior parte de Rampage. Temos partes forçadas e mal encenadas, onde temos de tirar os óculos e fechar pelo menos um olho. Uma dessas cenas (Spoiler Alert!) centra-se na vilã a ser comida pelo macaco. Não há dúvidas que o animal estava a passar por um ataque de fúria, mas é curioso como esmaga toda a gente a não ser a médica que, como tem a cura na mão, serve de aperitivo. Outra característica pouco coerente é o tamanho astronómico dos animais, tendo em conta o alimento que tinham disponível.

Curiosidade: No filme, o gorila albino (o da imagem acima) é o único alguma vez documentado. Este pormenor é inspirado na vida real, no macaco Floco de Neve, o único da sua espécie. O macaco morreu em 2003 com mais de 39 anos. Deixou 5 filhos (com 17 abortos) e 7 netos. Até agora, nenhum dos seus descendentes aparenta o seu gene. Em 2012, descobriu-se que a albinia do Floco de Neve se deveu ao incesto entre parentes (muito provavelmente devido à redução da população de gorilas normais). Ironicamente, ele viveu quase 40 anos, contrariando a esperança máxima de vida dos gorilas normais (25 anos).

Embora com um guião pouco coeso, Rampage: Fora de Controlo satisfaz pelos seus cenários e animais notáveis, um elenco com boa disposição contagiante e um início de perder o fôlego.


Sinopse | RAMPAGE: FORA DE CONTROLO

O primatologista Davis Okoye (Johnson) é um homem solitário que partilha um laço indestrutível com George, um gorila extraordinariamente inteligente que Okoye tem criado desde bébé. Mas uma experiência genética corre tremendamente mal e transforma este primata dócil numa criatura furiosa e gigante.

A situação piora quando se descobre que existem outros animais igualmente afetados por esta mutação. Enquanto estes novos predadores-alfa atravessam a América do Norte, destruindo tudo o que encontram no seu caminho, Okoye junta-se a uma desacreditada engenheira genética (Naomi Harris) para criar um antídoto, enquanto enfrenta um campo de batalha em constante mudança, não só para evitar uma catástrofe global, mas para salvar a temível criatura, outrora sua amiga.

Trailer | DESCOBRE A ADRENALINA ANIMAL QUE CERCA O THE ROCK


Avaliamos: 3,4/5 estrelas

crítica, rampage, fora de controlo

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Publicações da Semana 20

Com a semana dedicada à TV e ao Cinema, abordámos uma das séries do momento, a mais nova comédia romântica e ainda outras particularidades. 


Não restam dúvidas de que a 3ª temporada de The Magicians é a melhor essência dos magos do momento. Ironicamente, é na temporada em que a magia é roubada que a série segue o melhor rumo. Com um enredo singular e um elenco de congratular, podes conhecê-la aqui.

Assim Não Vais Longe é a comédia com a promessa de reanimar o romance meio esquecido do cinema. Os atores são deliciosos e a história risonha, mas com argumentos pobres. Sabe mais!

The Magicians, Assim Não Vais Longe

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