Para Lá da Kapa

DESTAQUES DA SEMANA

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Titã | Análise do filme scifi


Titã
Título: Titã (The Titan)
Realizador: Lennart Ruff
Estreia: 26 de julho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +12
Género: Drama, Scifi e Romance

Ao contrário do que ditam as críticas, "Titã" não enfada. Na verdade, é admirável a harmonia entre a ficção e a ciência.


Titã é uma lua de Saturno com mares de mercúrio (altamente tóxico para o ser humano) e uma atmosfera rica em azoto (com 5% de oxigénio face aos 20% da Terra). A ideia inicial do filme é adaptar o ser humano às condições desta lua, uma vez que a Terra está praticamente inabitável. Ora, o povo americano censurou "Titã" por mostrar ao pormenor esta transformação, em especial por esta ter demorado 'tanto tempo' a ocorrer. 

De facto, o filme brilha ao exemplificar cada parte da evolução das cobaias humanas e eu relembro que nós não somos moldáveis como plasticina. Qualquer alteração no nosso corpo precisa de tempo para sarar, regenerar e, por vezes, para se notar. Os críticos pensam que, com um comprimido, o ser humano pode passar a morcego do dia para a noite? Lamento informar, mas a nossa ciência e, muito provavelmente, a dos próximos 100 anos não alcançarão esse patamar. 

Concluindo este tema, "Titã" é especialmente divertido para quem detém algum conhecimento científico, embora seja compreendido com facilidade por todos. Não há dúvidas que houve bastante aconselhamento técnico durante a formação do guião.

Titã

O elenco, constituído por Sam Worthington, Taylor Schilling, Agyness Deyn e Tom Wilkinson, tem uma caracterização agradável, com algum romance e sem exageros. Os cenários estão invulgarmente bem desenvolvidos para um filme desta magnitude, como podes antever pelo trailer.

"Titã" é um genuíno filme de ficção científica. Recheado de conhecimento, é o ideal se procuras um suspense utópico.


Sinopse | CONHECE A LUA TITÃ

Num futuro próximo em que a Terra está praticamente inabitável, o antigo piloto da Força Aérea Rick Janssen (Sam Worthington) é selecionado para participar numa experiência militar com o intuito de criar um ser humano capaz de sobreviver nas condições agrestes de Titã, a lua de Saturno.

Na ilha no meio do Atlântico onde decorre o programa secreto, Rick é acompanhado pela mulher, a Dra. Abigail Janssen (Taylor Schilling), e pelo filho, Lucas. No entanto, a família Janssen depressa descobre que o diretor do programa, o Professor Martin Collingwood (Tom Wilkinson), poderá estar a usá-los para um propósito muito diferente, na sua tentativa de colonizar Titã e expandir os horizontes da experiência humana.

TRAILER | PREPARA-TE PARA A INTENSIDADE DESTE ENSAIO


Avaliamos — 4,0/5,0 estrelas

Titã

VÊ TAMBÉM


Cuidado Com a Mamã e o Papá | Uma obra-prima de horror



Terminal

Terminal | Análise do mistério vingativo


Um brilhante e aberrante jogo de assassinos. O mistério verifica-se uma constante com o brilho da atriz Margot Robbie.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Fnac andará a vender livros pela praia de Faro

Durante o próximo fim de semana e à semelhança das inesquecíveis bolas de berlim, um vendedor ambulante andará a vender livros pela praia de Faro.


O segundo fim de semana de agosto (11 e 12 de agosto) da praia de Faro será presenteado com uma nova ação cultural. Para além das bolas de berlim tradicionais, poderás encontrar um vendedor ambulante da FNAC a vender 20 novidades literárias (todos elas com 10% de desconto imediato).

Esta iniciativa invulgar pretende promover a cultura e os bons hábitos de leitura, especialmente nas férias, decorrendo entre as 10h30 e as 18h30 (durante os dois dias, na Praia de Faro).

Fnac vende livros na praia

Quem comprar um livro nesta ação da FNAC é convidado a partilhar, nas suas redes sociais, uma fotografia da sua escolha com as hashtags #LivrosdeBerlimFNAC e #tempoparaler, o conceito transversal aos momentos de leitura FNAC.

VÊ TAMBÉM


Annwn

Annwn | A prova que a fantasia vive em Portugal


Casei com um Massai

Casei com um Massai | Crítica literária


sábado, 28 de julho de 2018

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas | Crítica


Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas
Título: Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas (Summer Vacation)
Realizador: Genndy Tartakovsky
Estreia: 26 de julho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: Comédia, Aventura e Romance

Engraçado e animado, o "Hotel Transylvania 3" ultrapassa a passos largos o seu adversário no cinema, "The Incredibles 2". É o filme ideal para as famílias.


A saga "Hotel Transylvania" é considerada um marco de animação e vigor. Este, em especial, tem alguma História, nomeadamente a introdução da família caçadora de monstros, os Van Helsing. O argumento gira em torno das relações amorosas do Drácula, enquanto os caçadores de monstros planeiam a sua vingança. Ao contrário de "The Incredibles 2", o enredo de "Hotel Transylvania 3" vem recheado de frescura e caráter. Não só há humor em fartura, como temos temas de referência (só vou referir um, para não estragar as surpresas). Um deles é os Gremlins, os pequenos monstros da imagem abaixo. Ora, estas criaturas verdes são um ícone dedicado ao público adulto e, com as suas traquinices, conquistam de imediato os pequenos. Apenas faço um reparo: na história original, os Gremlins multiplicam-se quando entram em contacto com a água.

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

As tentativas de matar o Drácula são, na sua maioria, hilariantes. Até o grande final consegue ser mais do que se espera, com uma banda sonora contagiante. Houve músicas que conquistaram a plateia, fazendo miúdos e graúdos dançar com os braços (quando ouvirem perceberão porquê 😉)

A animação está bem desenvolvidos, com definição semelhante ao "The Incredibles 2" (na medida em que conseguimos distinguir os fios de cabelo das personagens). A adaptação portuguesa é o alicerce do filme. Em comparação com o desempenho das vozes inglesas, o nosso elenco está de parabéns.

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

Por fim, contrario, mais uma vez, as críticas americanas. Esta sequela é mais do que um filme para crianças. Tem alguma previsibilidade, claro, mas nada que comprometa as suas faculdades.

"Hotel Transylvania 3" é a comédia animada deste verão. As famílias só podem adorar.  


Sinopse | HOTEL TRANSYLVANIA 3

A já conhecida família de monstros embarca numas merecidas férias num luxuoso navio de cruzeiros. Tudo corre de forma suave a relaxada para o grupo de Drac enquanto os monstros aproveitam a diversão a bordo, do vólei de monstros a excursões exóticas, enormes buffets e até sessões de bronzeado à luz da Lua. No entanto, as férias dos sonho transformam-se em pesadelo quando Mavis percebe que Drac se apaixonou por Erica, a misteriosa comandante do navio que esconde um terrível segredo capaz de levar à destruição de todos os monstros.

Trailer | PREPARA-TE PARA ESTA DIVERSÃO MONSTRUOSA 


Avaliamos — 4,0/5 estrelas

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

VÊ TAMBÉM


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Mamma Mia: Here We Go Again! | Análise

Mamma Mia: Here We Go Again!
Título: Mamma Mia: Here We Go Again!
Realizador: Ol Parker
Estreia: 19 de julho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +10 anos
Género: Drama, Comédia e Romance

"Mamma Mia: Here We Go Again!" arrisca e agrada. Embora tenha alguns equívocos, estes são suplantados pela tenacidade do elenco.


Era expectável que a continuação do icónico musical "Mamma Mia!" não fosse tão briosa.  Contrariamente à sequela de outro filme triunfante, nomeadamente "Jurassic World 2", "Mamma Mia: Here We Go Again!" concebeu acurados flashbacks, como a velhinha a carregar galhos,  que recordam o original com encanto.

Na outra face da moeda, "Mamma Mia! 2" não tem um argumento tão coeso e apurado. Existem cenas demasiado espontâneas, outras descontextualizadas e ainda forçadas. A maioria delas ocorre na segunda parte do filme, nomeadamente com as aparições de Ruby (Cher), a mãe da Donna, e da própria Donna (enquanto Meryl Streep). Não só Ruby é forçosamente bem aceite pela família, e rapidamente o centro das atenções e do amor, como a Meryl Streep aparece numa cena acessória (tendo em conta o resto do enredo, é desnecessária). Fiquei com a sensação que, como estas atrizes são exclusivas e dispendiosas, restringiram o seu tempo de antena, focando os holofotes nos breves momentos em que aparecem (como quem espreme uma laranja até esburacar a casca).
Algumas das frases trocadas entre as personagens e Sophie (a filha de Donna) são mecânicas e excessivas, principalmente (SPOILER ALERT) quando Sophie tenta satisfazer a mãe, parecendo querer ocupar o seu lugar em vez de homenagear a sua memória.

Mamma Mia: Here We Go Again!

À parte da crítica, a maioria do elenco representou com afinco. Muitos viram e apreciaram o primeiro musical quando estreou. Assistir à sequela com as mesmas personagens, dez anos depois, é um luxo. Alguns dos atores mais velhos começam a vacilar, algo normal tendo em conta a movimentação do musical. Os novos membros do elenco são  melhor aquisição. Principalmente as três jovens que representam o tripleto Donna & The Dynamos no passado. A atriz Lily James brilhou como Donna jovem, algo espetável após o seu belo desempenho em "Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata".

A alegria e humor de "Mamma Mia: Here We Go Again!" são de louvar, atentando a morte de uma das personagens mais amadas. As músicas dos ABBA contribuem para o efeito, tal como a performance melódica das personagens. Nesta qualidade, as representações de Lily e Cher destacam-se.

Mamma Mia: Here We Go Again!

Por fim, falta abordar os efeitos cénicos e o guarda-roupa. Não seria surpresa se fossem a pior faculdade do musical. Com o custo exorbitante do elenco, mal sobra orçamento para o resto. Felizmente, não é bem isso que se verifica. Os adereços não faltaram, especialmente o guarda-roupa singular de Dona e o design simples, mas robusto, de Ruby (Cher). De um modo geral, os cenários não ficaram muito atrás, excluindo alguns artifícios mal-concebidos.

"Mamma Mia: Here We Go Again!" remonta à euforia e humor do musical original, com um desempenho menos exclusivo e consistente.


Sinopse | MAMMA MIA: HERE WE GO AGAIN!

Na sequela de "Mamma Mia!", Sophie descobre que está grávida e procura inspiração para os momentos que se avizinham nas alegrias e tristezas de Donna, a sua própria mãe.

Nos anos 70, a jovem Donna viveu inúmeras aventuras com o seu grupo musical, Donna & The Dynamos, na companhia das amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, apaixonou-se e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

Trailer | CONTAMINA-TE PELO ÂNIMO DESTE MUSICAL


Avaliamos — 3,3/5 estrelas

Mamma Mia: Here We Go Again!

VÊ TAMBÉM

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Cinema interativo pela 1ª vez em Portugal

Pela primeira vez em Portugal, os espectadores decidem, em tempo real, o final de um filme no cinema. É o caso de "Linhas de Sangue", a estrear amanhã.


Esta iniciativa inovadora decorre de 26 a 29 de julho, nas sessões de "Linhas de Sangue’", nos Cinemas NOS Colombo (21h30), Cinemas NOS Braga Parque (21h10), Cinemas NOS NorteShopping (21h10) e Cinemas NOS Fórum Algarve (21h40). No início de cada sessão, cada espectador recebe um comando, através do qual escolherá um de dois finais possíveis. O final mais votado será aquele que será exibido.

Linhas de Sangue

Realizada por Manuel Pureza e Sérgio Graciano, "Linhas de Sangue" é uma comédia nonsense que conta com a participação 54 atores portugueses, destacando Catarina Furtado, Débora Monteiro, Joaquim Horta, José Fidalgo, José Raposo, Marina Mota, Miguel Costa, Paulo Pires, entre muitos outros.

Sinopse | LINHAS DE SANGUE

Um conjunto de malfeitores ameaça a ordem e a paz em Portugal. A resposta não tarda e logo surgem heróis, mais ou menos acidentais, sob a batuta de uma velha glória das forças secretas portuguesas, que vão resolvendo uma série de incidentes que ameaçam a soberania nacional. Mas, como já estamos todos habituados, o pior dos inimigos está a guardar-se para o fim.

Será o nosso grupo de bravos e corajosos, suficientemente forte para enfrentar a ameaça do Chanceler?

Trailer | PREPARA-TE PARA O PRIMEIRO FILME INTERATIVO DE PORTUGAL

VÊ TAMBÉM


The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião

The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião



A Livraria | Crítica do filme

A Livraria | Crítica do filme


terça-feira, 24 de julho de 2018

A Livraria | Crítica do filme


A Livraria
Título: A Livraria (The Bookshop)
Realizador: Isabel Coixet
Estreia: 21 de junho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +14 anos (maturidade)
Género: Drama e Romance

Para além da beleza cénica e temporal, "A Livraria" exprime a paixão pela leitura. O elenco principal interpretou garbosamente.


Com todos os filmes que se encontram no cinema, "A Livraria" pode passar desapercebida. Todavia, merece mais atenção. Não só é uma produção europeia (Alemanha, Espanha e Reino Unido), como expõe uma época de costumes e valores quase centenária. 

Fugindo ao tema exaustivo e deprimente da pós-guerra, a protagonista viúva, Florence Green (Emily Mortimer), reencontra o ânimo junto dos livros. Humilde e determinada, Florence presenteia-nos com um conjunto de metáforas que, embora decorridas na sociedade dos anos 60, encaixam como uma luva no nosso quotidiano. Sublinho a personalidade extremamente bondosa da protagonista que, embora não considere um defeito, pode incomodar alguns olhares (o seu caráter afável expõe-na a várias situações de ignorância facilmente evitáveis). 

A Livraria

O final é um aspeto a enaltecer. O pior que podia ter acontecido, aconteceu. Porém, o desfecho não deixou de ser belo, ou de deter uma felicidade serena (existente em quase todo o filme). Como é presumível, "A Livraria" tem as suas pausas e monotonias, que conferem outra das qualidades mais apreciadas: os pormenores. São várias as vezes em que nos encontramos a imaginar sensações, como o cheiro do bolo ou o toque áspero da capa do livro; e ainda outras impressões que só se costumam vivenciar nos livros.

Por fim, falta referir a elegância do elenco. Podemos resumi-lo a três atores principais, cada um responsável por um aspeto fulcral. Um salve especial a este trio: Patricia Clarkson, Bill Nighy e, claro, Emily Mortimer. 

"A Livraria" apresenta uma perspetiva realista, serena e agradável duma sociedade passada. Se és um leitor ávido, este filme deve fazer parte dos teus planos de fim de semana.

Sinopse | A LIVRARIA

Baseado na novela homónima de Penélope Fitzgerald, conta a história de Florence Green, uma viúva que decide abrir uma livraria em Hardborourgh, uma tranquila localidade inglesa, nos anos 50.

Com a ajuda da sua amiga Christine, Florence escolhe uma antiga casa da aldeia para abrir o seu estabelecimento, o que incomoda alguns dos locais, nomeadamente a Violet Gamart, uma mulher difícil que tudo tentará para comprometer o projeto. 

Apesar de tudo, graças ao seu novo trabalho, Florence encontrará o Sr. Brundish, um fiel cliente da livraria com quem estabelecerá um relacionamento especial.

Trailer | A LIVRARIA


Avaliamos — 4,2/5 estrelas

A Livraria

segunda-feira, 23 de julho de 2018

The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião


The Incredibles 2: Os Super-Heróis
Título: The Incredibles 2: Os Super-Heróis
Realizador: Brad Bird
Estreia: 28 de junho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: drama, aventura e humor

Embora "The Incredibles 2" remonte, com uma qualidade gráfica notável, ao original, não é tão inédito e real. 


"The Incredibles 2: Os Super-Heróis" é um dos títulos mais esperados do ano. O filme anterior, "The Incredibles", conquistou o público pelo seu argumento original e incrível verosimilhança. Não é surpresa que "The Incredibles 2", com catorze anos de diferença do primeiro, tenha uma animação mais pormenorizada. No entanto, recordo que não são só os gráficos que ditam a qualidade cinematográfica. Parece que Brad Bird se esqueceu deste conceito, permitindo-se influenciar por filmes menos briosos da atualidade. 

Abordando as personagens, não só as novas têm falta de identidade, como a maioria das antigas perdeu a sua singularidade. No argumento do filme original, a família Pêra (Incrível) assemelhava-se a uma família normal, enquanto mantinha a sua característica super. Neste sequela, reflete-se a vontade de exprimir a igualdade de género, a demanda árdua que é a parentalidade e a dificuldade em ser aceite quando se é diferente. Estes apelos foram abordados até à exaustão. Deste modo, o primeiro é intemporal e sem-par, enquanto este é facilmente rotulado e equiparado a tantos outros. 

The Incredibles 2: Os Super-Heróis

"The Incredibles 2" fomenta o bom humor como uma boa história para crianças. Talvez a maior diferença entre este e o original seja mesmo isto: o primeiro anima todas as idades, enquanto o segundo apenas diverte os pequenos.

Esta sequela possui uma componente gráfica adequada. De resto, assemelha-se a um argumento do "Spy Kids" menos engenhoso. 


Sinopse | THE INCREDIBLES 2: OS SUPER-HERÓIS

Helena é chamada para liderar uma campanha que irá trazer os Super-Heróis de volta, enquanto Betp se encontra em casa a tratar das tarefas normais do dia a dia, com Violeta, Flecha e o bebé ZéZé – cujos super poderes estão prestes a ser descobertos.

A missão descarrila e aparece um novo vilão com um brilhante e perigoso plano que ameaça tudo. Mas a família Pêra não foge a um desafio, especialmente quando conta com Gelado (Frozone) ao seu lado.

Trailer | RELEMBRA A FAMÍLIA INCRÍVEL


Avaliamos — 2,7/5 estrelas


VÊ TAMBÉM

terça-feira, 12 de junho de 2018

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Publicações da Semana 25

Com uma temporada repleta de bom-humor, temos a crítica da maior estreia da semana, o "Mundo Jurássico 2", tal como a análise de um par de títulos humorísticos e culturais.


O "Mundo Jurássico: Reino Caído" ansiava por ser o sucesso do original, que ainda é o 5º filme mais visto no cinema de sempre! Infelizmente, ficou-se pela metade, esqueceu-se dos dinossauros e partiu por um caminho duvidoso. Sabe todos os pormenores!

"Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" já está na sua última semana de exibição nos cinemas. Com uma história simples, bela e pouco turbulenta, é um filme pós-guerra que agrada. Descobre mais acerca desta sociedade!

Jurassic World e Guernsey

MAIS PUBLICAÇÕES DA SEMANA


Sou Sexy, Eu Sei! | Opinião da comédia


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Mundo Jurássico: Reino Caído | Crítica


Mundo Jurassico: Reino Caido
Título: Mundo Jurássico: Reino Caído (Jurassic World: Fallen Kingdom)
Realizador: Juan Antonio Bayona
Estreia: 07 de junho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +10 anos (maturidade)
Género: 50% drama e 50% aventura

A sequela do Mundo Jurássico manchou a saga. Com a vontade de trazer mais ação, o "Mundo Jurássico: Reino Perdido" revela-se a desilusão dos fãs do pré-histórico.


Quem já me segue há algum tempo sabe que tenho grande fascínio pelos dinossauros desde criança. Conheço os nomes dos dinossauros mais populares, o comprimento do réptil mais largo e o peso da criatura com mais toneladas. Podes ter a certeza que vi e saboreei todos os filmes de dinossauros, desde o "Em Busca do Vale Encantado" até ao glorioso "Jurassic Park". Assim, não é com satisfação que critico esta sequela.

"Mundo Jurássico: Reino Caído" prometia ser um sucesso semelhante ao primeiro (um dos filmes mais vendidos de sempre). Não trazendo nada de novo, conseguiram comprometer a beleza dos dinossauros. O parque jurássico é um conceito muito belo, tanto em o "Jurassic Park" original, como na sua versão mais jovem, o "Jurassic World".

Infelizmente, este filme cai num mar de banalidades, saturado de atos previsíveis. Os primeiros vinte minutos aproveitam-se, não só pelos dinossauros, como também pela expectativa inicial que tentamos manter. Provocou-me grande desgosto ver esta história ser um espelho de outros títulos de dinossauros, especialmente de "A Era dos Dinossauros".

Mundo Jurassico: Reino Caido

Até hoje, nenhum filme da saga me tinha deixado ficar mal. No Mundo Jurássico 2, a única feliz nostalgia que encontro é no velho amante de dinossauros, Benjamin Lokwood (representado pelo ator James Cromwell). Infelizmente, até a prestação notável de James é comprometida pela previsibilidade das suas ações.

Tenho a elogiar, com orgulho, duas pequenas e importantes faculdades do filme. A primeira é a beleza da ilha vulcânica, que, mesmo em erupção, do seu pouco tempo de antena e no meio da futilidade do enredo, consegue ser deslumbrante. A segunda qualidade são os efeitos cénicos, que remontam à origem de tudo com pormenores saborosos.

Falta-me dar um aviso: Mundo Jurássico tem uma pequena cena pós-créditos, a primeira de toda a saga. Também já foi confirmado o “Jurassic World 3”, que deve destacar a paleontologia e menos a guerra.

Alerta Spoiler: Por fim, revelo uma curiosidade exclusiva do nosso blogue. Enquanto a Claire e o Owen saem da ilha, a Claire e um colega ficam presos numa cápsula onde está a entrar água, ocupando o espaço do ar. Ora, eles continuam a respirar aquele ar cada vez mais comprimido (porque a pressão aumenta bastante). Embora isto pareça inofensivo, quando a Claire saísse da cápsula, a pressão voltaria ao normal e o ar comprimido que ela tinha nos pulmões iria expandir, muito provavelmente matando-a.

"Mundo Jurássico: Reino Caído" quis modernizar com temas mais comerciais, como a guerra e a ganância. Infelizmente, esqueceu-se que já tinha material necessário e, melhor, exclusivo: os dinossauros.


Sinopse | MUNDO JURÁSSICO: REINO CAÍDO

Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) e Owen Grady (Chris Pratt) reencontram-se após o desastre de "Mundo Jurássico" que quase lhes custou as vidas e deixou um rasto de destruíção. Em causa está uma operação de resgate dos dinossauros que ainda se encontram na ilha prestes a explodir.

Três anos após a destruíção do parque temático "Mundo Jurássico" por dinossauros descontrolados, a Ilha Nublar é um local abandonado onde os dinossauros lutam pela sobrevivência.

Quando o vulcão da ilha entra em erupção, Owen Grady(Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) preparam uma missão para salvar os animais. Owen pretende também reencontrar Blue, a raptor que desapareceu sem deixar rasto. Quanto a Claire, que passou a respeitar estas criaturas, tornou-as na sua missão da sua vida.

Ao chegarem à instável ilha, mesmo quando a lava começa a aparecer, a expedição descobre uma conspiração que pode devolver todo o planeta a um estado nunca visto desde tempos pré-históricos.

Trailer | CONHECE A SEQUELA DESASTROSA DO MUNDO JURÁSSICO


Avaliamos — 2,4/5,0 estrelas

Mundo Jurássico: Reino Caído

quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata | Crítica

Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata
Título: Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata
Realizador: Mike Newell
Estreia: 10 de maio de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: 70% drama e 30% humor

Uma mistura de romance à antiga com um clássico de detetives, "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" é um filme culto e de beleza natural.


"Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" é baseado no romance homólogo de Annie Barrow. Contém uma sociedade ainda a sarar da Segunda Guerra Mundial, no entanto, apresenta-a de uma maneira fresca, revigorante e encantadora.

Lily James deu vida à protagonista, Juliet, uma escritora promissora em busca do que escrever. Na sua demanda, Juliet troca correspondência com um agricultor das Ilhas de Guernsey e toma conhecimento da sua sociedade literária caricata. A história de como a organização começou, o nome teve origem e os seus membros sobreviveram à ocupação é extremamente bela. Por vezes, os romances sobre a ocupação nazi caem na monotonia, felizmente, este não é um desses casos.

Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata

O romance é revigorante e bonito, mas não é especialmente original. Para além de a invasão nazi ter sido extensamente explorada em inúmeros documentários e divagações, o romance percorre uma ponte de sentido único para um final esperado. O que destingue "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata", para além do seu nome sui generis, são os pormenores singulares e engraçados. Uma tarte de casca de batata, uma sociedade literária durante a era nazi, uma ilha isolada... Que mais podemos pedir?

"Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" é um romance agradável e cativante. Com o seu nove singularmente comprido, suscita o desafio de saberes o seu nome completo antes do desejado final.


Sinopse | GUERNSEY — A SOCIEDADE LITERÁRIA DA TARTE DE CASCA DE BATATA

Logo após a Segunda Guerra Mundial, Juliet Ashton, uma jovem escritora com falta de inspiração recebe uma carta da misteriosa Sociedade Literária de Guernsey, uma organização formada durante o período de ocupação nazi.

Curiosa, Juliet decide ir até às ilhas de Guernsey encontrar-se com os excêntricos membros da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, entre os quais se encontra Dawsey (Michiel Huisman), o sedutor e intrigante agricultor que esteve na origem da carta. As suas confidências, a sua ligação à ilha e aos seus habitantes e a crescente afeição que nutre por Dawsey irão para sempre mudar o curso da vida de Juliet.

Trailer | CONHECE A BELEZA INATA DA SOCIEDADE DAS ILHAS GUERNSEY


Avaliamos — 4,2/5 estrelas

Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata

VÊ TAMBÉM


A Maldição da Casa Winchester

A Maldição da Casa Winchester | Crítica do terror



Tempos Esquecidos

Tempos Esquecidos | Opinião da obra de Nora Roberts