Luís Telles do Amaral | Para Lá da Kapa
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resultado do Passatempo | O Diário da Pandemia

Após celebrarmos o nosso 2º ano de existência, sorteamos o vencedor do passatempo de aniversário — um exemplar autografado de "O Diário da Pandemia".


Resultado do Passatempo | O Diário da Pandemia

O vencedor do livro "O Diário da Pandemia" é:

Ana Vieira


Parabéns! Para receberes o exemplar autografado, envia-nos os teus dados pelo contacto do blogue (na barra lateral) ou por mensagem privada no facebook. Não te esqueças de também enviar o nome em que queres o autógrafo!

Prepara-te, porque, dentro de poucos dias, abriremos um novo passatempo literário 😉.


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sábado, 22 de setembro de 2018

Passatempo de Aniversário | O Diário da Pandemia

Para a data mais especial, trago-te um passatempo pessoal. Afinal, é o nosso 2º aniversário!



Para concorreres, basta:

Funciona como uma entrada extra:


O passatempo termina às 23H59 dia 28 de setembro e é válido para residentes em Portugal.
Boa Sorte😉!


Sinopse | CONHCE O DIÁRIO DA PANDEMIA

Um surto duma doença infeciosa surge em Atlanta e nas raízes do Brasil. Inicialmente diagnosticada como sarampo, a doença rapidamente vitimiza centenas sem, contudo, ficar por aí... no decorrer de duas semanas, as mortes alcançam os milhares, cidades são postas em quarentena e o caos propaga-se. 

Assistimos a um vasto leque de indivíduos que tentam sobreviver, enquanto a epidemia se torna numa severa pandemia. com a preocupação crescente de conter esta desgraça, países fecham fronteiras, encerram aeroportos e condenam cidades, até mesmo povoações, em prol da sobrevivência, numa corrida contra o tempo para desenvolver a cura ou, pelo menos, algo que combata este medo tenebroso gerado por seres microscópicos devastadores.

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domingo, 24 de dezembro de 2017

Conto de Natal

Para partilhar o Natal contigo, aqui está um conto natalício exclusivo do nosso blogue. Espero que gostes e um grande Feliz de Natal 😉

Era um dia como tantos outros quando tudo aconteceu. Ainda tinha os lábios mornos do café escaldado e a sonolência bêbada de quem ficou até tarde a mandriar nas redes sociais. Trazia o telemóvel no bolso e os auscultadores nos ouvidos e foi então que, de repente, reparei no polícia fardado a escoltar a entrada do autocarro que me levaria para o trabalho.

 – Bom dia – cumprimentei o Sr. Gilberto, o pacato motorista da majestosa viatura azul que sempre me recebera com um aceno tão quente como a chávena fervente do café.

 Olhei para o Sr. Gilberto, que me fitou com um olhar irado como o gelado. Senti um aperto no estômago e perguntei-lhe: – Está tudo bem?

"Olhar Irado como o Gelado"

 Enquanto falava, estranhei ver a Clara, uma colega que me costuma acompanhar para o trabalho, a sair apressada do autocarro.

 – Vou chegar atrasada! – corria ela com o telemóvel na mão.

 O Sr. Gilberto permaneceu impassível, enquanto o polícia se aproximava.

 – Onde está? – indagou o agente. Intimidado, tirei o passe de autocarro do bolso e mostreilho. Ele expirou uma lufada de ar vulcânico para a minha nuca, e o pânico apoderou-se de mim. – O Livro, rapaz! Não viste as notícias? Precisas de ter um livro na mão para poderes entrar no autocarro.

 Na altura, duvidei da sua resposta, mas, sendo ele um agente de autoridade, insisti:

 – Por favor, se eu não apanho este autocarro perco o emprego! Deixe-me entrar, e eu prometo que lhe compro um livro. Vá lá! Estamos a uma semana do Natal...

 O polícia deu uma gargalhada e deixou passar uma velha com um livro na carteira.

 – Rapaz, acredita que nunca aspirei passar de polícia a porteiro, mas agora é assim. Trazes um livro na mão ou um atestado médico que te ilibe de tal e podes entrar nos veículos públicos. Se não o fazes, problema teu. Agora, sai! Temos de seguir viagem – exalou.

 Sem tempo a perder, corri para a paragem de táxis. Durante a viagem para o trabalho, o taxista explicou-me que o governo quer estimular a cultura da população e não viu melhor forma para o fazer do que implementar algumas leis estimuladoras da consciência.

 No trabalho, não eram poucos os livros abandonados pelas secretárias. Quis convencer-me de que a lei estava condenada ao fracasso e de que só me tinha feito perder o dinheiro para o almoço. Mal-humorado, pedi ao meu superior para participar na manifestação da próxima tarde, e o homem deu-me licença.

 – Isto é um atentado à sanidade pública! – dizia ele.

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 No dia seguinte, não me esqueci de trazer um livro que tinha por casa. Cumprimentei o Sr. Gilberto, e o maldito nem teve coragem de olhar para mim. O polícia deixou-me passar, e eu fui sentar-me ao lado de uma rapariga com os olhos colados ao telemóvel.

 – Fogo! – indagou ela para o aparelho. Tínhamos acabado de arrancar, quando o telemóvel ficou sem bateria. Ela guardou-o na mochila e pôs-se a olhar pela janela. Lembro-me de ter refletido que os livros, ao menos, não precisam de um carregador para fazerem um ambiente animador.

 Olhei para trás e vi dezenas de pessoas acompanhadas por livros. Poucas os liam, algumas queriam atirá-los pela janela e muitas estavam-lhes gratos por já não precisarem de pagar o passe do autocarro. Nessa mesma tarde, participei numa manifestação que contou com cem mil portugueses. O governo, decidido a contrariar a estagnação do país, manteve escrupulosamente a sua decisão.

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 A dois dias do Natal, entrei com o livro no autocarro. O Sr. Gilberto recebeu-me com um sorriso quente como a chávena fervente do café, satisfeito pelo polícia já não estar a barrar a entrada aos seus clientes.



 Sentei-me num dos assentos livres. No fundo do veículo, um grande grupo de leitores mostrava o sucesso aparente da lei estimuladora da consciência. Eu ainda não estava convencido e acreditei que, agora que o polícia tinha ido embora, as pessoas iriam largar os livros nos cantos escuros da casa de onde os tinham ido encantar.


 Mas isso não aconteceu. Na manhã seguinte, metade do autocarro lia com o coração numa mão e o livro na outra. Batendo o pé, ainda indaguei com alguns colegas que, depois das férias natalícias, tudo voltaria ao normal. Estava indignado pelo modo como as pessoas estavam a submeter-se a esta lei absurda. Mal sabia eu o que estava prestes a vivenciar...

 Nesse dia, véspera de Natal, fui jantar a casa da minha mãe. Foi a primeira vez que o festejámos sem o meu pai. Ele lutou contra o cancro com brava postura. Pela minha mãe e pela memória dele, reuni-me com a minha irmã e preparámos tudo. Ela cozinhou o bacalhau, eu caprichei nos doces e, juntos, tratámos das surpresas.

 A nossa mãe não sorriu com todos os dentes, mas sentiu-se amada por todas as frentes. À meia-noite, trocámos regalos, e a nossa mãe entregou-nos dois embrulhos grandes e pesados. A minha irmã abriu o dela com agrado, enquanto eu rasgava o papel, desconfiado. De repente, a minha mãe levantou-se do sofá.

 – O vosso pai queria dar-vos algo que fizesse parte dele, para vocês o poderem recordar – ela respirou fundo e reteve as lágrimas. Apontou para a prenda desembrulhada da minha irmã, um aglomerado de livros velhos. – Ele escolheu-vos dez livros. Dedicou-te o romance de onde retirou a tua alcunha, minha andorinha – disse, apoiando-se na minha irmã.

 Ela limpou os olhos com a manga do casaco e veio ter comigo.

 – Ele deixou-te dez bocados da sua alma. Uma dezena de obras sem nome e autor. Uma delas foi escrita pelo teu pai... – ela abraçou-me com força, e eu envolvia com carinho. – Ele gostava que tu as lesses, que descobrisses qual é a dele. Eu sei que não gostas de ler e sei qual é, se tu não quiseres...

 – Eu vou lê-las – antecipei-me, beijando-a na testa. Não sei quanto segundos passaram até a minha irmã se juntar a nós e muito menos até quebrarmos o silêncio cheio de saudade e amor.

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 No dia seguinte, levei um dos livros do meu pai para o autocarro. O Sr. Gilberto conduzia com o cachecol que a mulher lhe fizera para o Natal, e a minha colega Clara lacrimejava ao devorar os poemas que o marido lhe dedicara. Eles podiam não ter dinheiro para grandes surpresas, mas têm paixão pelas subtilezas.

 Eu sentei-me ao lado da jovem do telemóvel sem bateria. Desta vez, trazia umas almofadas para aquecer as orelhas e lia um pequeno livro com letra graúda e imagens pretas.

 À minha frente, duas mulheres conversavam, animadas, sobre a nova legislação:

 – Sabias que os supermercados vão passar a fazer promoções exclusivas para quem comprar livros nas suas livrarias? – indagou uma.

 – Só falta oferecem carros a quem folhear uma revista! – brincou a outra. Com um sorriso de orelha a orelha, abstive-me do que me rodeava e abri o livro na primeira página: Para o Luís do pai.

 Aproximadamente um quarto da população utiliza transportes públicos. Por outro lado, 100% da população vai ao supermercado. Uma pedra pode mover montanhas. Uma regra pode gerar façanhas. 


Luís Telles do Amaral


PUBLICAÇÃO SEMELHANTE

domingo, 5 de novembro de 2017

DESAFIO DE DOMINGO — O QUE É FEITO DE ÁRVORE?

Desafio de Domingo

O que é feito de árvore,
Faz que para o trabalho me demore,
Permite que me enamore e deteriore,
Aguenta tudo, menos chuva,
E me assenta como uma luva?

Regala-me com sonhos mil,
Enquanto penso em ato vil
No meu extenso covil.

Todos temos uma gruta,
Mas, para haver desfruta,
Precisamos de fazer luta
Com a nossa mente astuta.

O que é que nos faz tudo isto?
Não é necessário invocar Cristo,
Ou afastar a estrela Calisto.
É algo simples, eu insisto.

Luís Telles do Amaral

Comentem a vossa resposta e confirmem-na, sublinhando este retângulo: O livro

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Passatempo — O DIÁRIO DA PANDEMIA

Luís Telles do Amaral
Para concorrer, basta:
  1. Gostar da nossa página de facebook;
  2. Gostar da página de facebook do Luís Telles do Amaral;
  3. Partilhar o passatempo, no facebook ou no google+, publicamente;
  4. Identificar três amigos que também queiram o livro num comentário, aqui ou no facebook.
Funciona como uma entrada extra:

O passatempo termina às 23H59 dia 22 de setembro e é válido para residentes em Portugal.
Boa Sorte😉!

Sinopse

 Um surto duma doença infeciosa surge em Atlanta e nas raízes do Brasil. Inicialmente diagnosticada como sarampo, a doença rapidamente vitimiza centenas sem, contudo, ficar por aí... no decorrer de duas semanas, as mortes alcançam os milhares, cidades são postas em quarentena e o caos propaga-se.  Assistimos a um vasto leque de indivíduos que tentam sobreviver, enquanto a epidemia se torna numa severa pandemia. com a preocupação crescente de conter esta desgraça, países fecham fronteiras, encerram aeroportos e condenam cidades, até mesmo povoações, em prol da sobrevivência, numa corrida contra o tempo para desenvolver a cura ou, pelo menos, algo que combata este medo tenebroso gerado por seres microscópicos devastadores.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quem cai levanta-SE

Se caíste, tens de levantar-te.
Se ainda estás no chão, gatinhar é opção.
A Derrota não faz parte do teu vocabulário!
E se estiveres de pé?
Bem, se estás de pé, podes tropeçar,
Mas também podes andar e correr e até vencer.
Sabes que vais ser derrubado em breve?
Então constrói um muro duro e cimentado.
 Certifica-te que, se cederes, levas tudo contigo!
O mundo sempre foi cinzento.

“E as suas cores?” perguntas-me.
A tinta ele deixou para nós.
O mundo não se consegue colorir!
No entanto, tu és o pincel capaz de pintá-lo de vermelho,
Contorná-lo a preto,
E preenchê-lo de vida.
Apenas tu controlas essas cores,
Porque só tu consegues ver o mundo da tua forma e da tua maneira,
Mais ninguém consegue imaginar, nem sonhar como tu.
Somente tu te podes vencer.

Luís Telles do Amaral 

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