Luís Amaral | Para Lá da Kapa
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A CIDADE DOS SELVAGENS - Opinião

A Cidade dos Selvagens
Título: A Cidade Dos Selvagens
Autor: Lee Kelly
Editora: Lápis Azul
Sinopse: Ver aqui
Lançamento: Janeiro 2016


  O Colapso dos Estados Unidos está, mais do que nunca, ao rubro, com os últimos acontecimentos mundiais e a toma de posse do Donald Trump. Será impossível ou apenas improvável uma guerra contra os temidos Aliados Vermelhos? 

  A verdade é que, nesta realidade pós-guerra que a escritora imaginou, ninguém sabia o que se passava... até já ter acontecido. 
  Depois da queda do país americano, as irmãs Skyler e Phoenix Miller cresceram na sombra das ruínas e das caixas de latão que, antes da terceira guerra, constituíam a baixa de Manhattan.
  Uma das coisas mais impensáveis no nosso mundo, é o que estas irmãs sabem e
DESCONHECEM! A mãe contou-lhes o que eram as caixas de latão e para que serviam as ruínas. As caixas transportavam pessoas, chamavam-se carros. Algumas das ruínas já foram os locais de maior sucesso da ilha... Sim! Quando havia comércio e pessoas para o fazer!
  Vinte anos depois do ataque sangrento, a ilha é, agora, habitada por algumas centenas de sobreviventes submetidos à crueldade implacável duma mulher que, supostamente, serve
o lado vermelho.  
A Cidade dos Selvagens

  Era assim, pelo menos, que elas pensavam, até vasculharem o seu passado, desvendarem males há muito enterrados e descobrirem, de facto, que não estão sozinhas no mundo e que o que elas conheciam dos aliados Vermelhos...

   Num mundo revoltado, desnorteado e arrasado, a insanidade prospera, canibalismo é opção e horrores são tomados como lei. Um simples ato como manter a cabeça sã pode BEM ser o maior desafios de todos. E vocês? Como é que se aguentariam num mundo devastado e atroz?   

  Embora não tenha sido das distopias de que mais gostei, serve para quem quer passar uma tarde de inverno agradável e intensa, com o conforto duma manta, ao pé da lareira ou ao lado do aquecedor.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O DIA EM QUE O MAR VOLTOU - Opinião

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Título: O Dia em Que o Mar Voltou
Autor: Miguel Gizzas
Editora: Gradiva
Sinopse: Ver aqui
Lançamento: agosto 2016


  "Especial, delicado, de tirar o fôlego" é assim que defino este livro. Não sabia o que estava a fazer, quando o comprei... Com a sua sinopse apelativa e pressagiosa de que a calamidade, o terrível terramoto de 1755, se repete em Portugal, mistura e arquiteta personagens de algum modo... Fantásticas! Cada uma delas é única e retratada duma forma sinfónica e fluída a sua escrita bela. 
  Para além da obra fictícia em si, Miguel acrescenta um toque poético ao livro com alguns poemas anexados entre as páginas melódicas do enredo. Como se isso ainda não chegasse, o escritor intitulou uma música a cada poema, de maneira a que, enquanto lemos poesia a meio do romance, a ouçamos cantada, um complemento musical que nos transporta ainda mais para dentro da distopia.

  Se tiverem o livro à mão, abram-no na página 22 (ou visitem a livraria) e leiam esse pequeno capítulo.. Façam isso, percam 5 minutos e não precisarei de dizer mais nada. 

Highlights